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Cobre valorizado no mercado internacional afeta Brasil e incentiva roubo de condutores elétricos e de cargas

Por Arq. Me. Iberê Moreira Campos equipe


Nunca se ouviu falar tanto em roubo de cabos telefônicos e de energia. O motivo não é apenas a falta de segurança e de perspectiva do povo Brasileiro, mas também na excessiva valorização do cobre no mercado mundial. Nunca o cobre valeu tanto, como efeito colateral aqui no Brasil os bandidos estão se especializando no roubo de fiação e de carga.

Desde 1870, quando o preço do cobre começou a ser cotado pela London Metal Exchange (LME), seu valor nunca foi alto no mercado internacional. Somente nos três primeiros meses de 2006 sua valorização foi de 30%. Entre 2004 a 2006 o preço subiu 230%. Em valores absolutos, a tonelada do cobre chegou a 5.700 dólares em 2006.

Só para poder comparar, é interessante saber que um quilo de ouro custa algo como 20.000 dólares, ou seja, é muito mais interessante coletar cobre pelas ruas brasileiras, conseguindo-se toneladas dele, do que ficar embrenhado na selva amazônica procurando algumas gramas de ouro no sub-solo...

Atualmente não existe grande diferença entre a oferta e demanda do cobre. A produção está em torno de 16 milhões de toneladas contra um consumo anual pouco maior, cerca de 17 milhões de toneladas. O que está puxando a cotação do metal para cima não é tanto a situação presente, e sim o que acontecerá no futuro. Como em qualquer commodity, as expectativas sobre oferta e demanda no futuro têm forte influência no preço presente, ou seja, o mercado está tentando prever qual será o nível de demanda daqui a alguns anos, e a China tem papel preponderante na formação dessas expectativas.

O mesmo fenômeno é observado com outros metais não-ferrosos como zinco e níquel, que têm reservas mais limitadas do que outras commodities. O minério de ferro, mais abundante, custa 63 dólares a tonelada. O cobre é utilizado principalmente na fabricação de condutores elétricos para a construção civil e também para a indústria. Daí a demanda pelo produto estar associada ao crescimento de países emergentes.

Segundo especialistas o elevado preço do cobre tem fundamento pois a parcela referente à simples especulação é pequena. O fato é que economias como China, Índia e México vão consumir muito cobre nos próximos anos, e os investidores estão apostando nessa demanda.

No Brasil, alta do cobre vira caso de polícia

O Brasil é conhecido mundialmente por ter presença marcante no mercado de commodities. Mas no caso do cobre o país está longe de ser um fornecedor de peso, pois as maiores reservas estão concentradas no Chile (25%) e nos Estados Unidos (14%). Talvez você não saiba, mas 90% do cobre utilizado no Brasil é importado e os poucos produtores nacionais têm de enfrentar não apenas a concorrência internacional mas também um problema local: os roubos de carga durante o transporte e os assaltos às próprias fábricas.

Chegando perto do ouro: Do lado esquerdo,um pepita de cobre. Do lado direito, uma de ouro. Não é só na aparência que se assemelham, o cobre vem subindo de preço nos últimos anos e já custa 1/4 do ouro incentivando o garimpo urbano nos fios de cobre.
A alta do cobre está chamando a atenção de quadrilhas especializadas. Somente em 2005 foram roubadas 900 toneladas, o equivalente então a 12 milhões de reais. O volume é três vezes maior do que o registrado em 2004, quando as empresas perderam 300 toneladas. O preço do cobre está estimulando uma indústria paralela ou, em outras palavras, a pirataria.

Segundo fontes do SIAMFESP – Sindicato dos Fabricantes de Artefatos de Metais Não-Ferrosos – basta ir a uma loja e verificar a diferença de preço entre produtos similares: o mais caro foi feito com cobre oficial, o outro com cobre roubado. Segundo estimativas do SIAMFESP, a diferença no produto final chega a 60%. Na visão do presidente do Sindicato há um exagero no preço atual do cobre e o motivo está na especulação financeira, o material estaria valorizado artificialmente, o preço justo seria em torno de 2.000 dólares a tonelada.

Auto-suficiência brasileira

Estava tudo planejado para o Brasil deixar de importar cobre até o 2010. A auto-suficiência foi conseguida pela Vale do Rio Doce, que em 2003 adquiriu a usina do Sossego, sul do Pará, onde existe uma reserva estimada em 250 milhões de toneladas de cobre. Com investimentos de 330 milhões de dólares, a Vale conseguiu em 2011 uma capacidade produtiva de 286.000 toneladas por ano.

Publicado em 17/08/2007 às 12:28 hs, atualizado em 28/06/2016 às 18:55 hs


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